A equipe também divulgou a notificação de saída da categoria. O documento afirma que decidiu romper o contrato porque perdeu a confiança na Audace Tech e Vicar, após uma série de problemas ao longo da temporada de 2026.
Entre os principais motivos apontados está um possível risco tributário, envolvendo o fornecimento dos pneus. A equipe diz que contratou uma auditoria independente, que identificou inconsistências na estrutura adotada e alertou para um possível prejuízo milionário. Segundo o documento, a Audace e a Vicar foram questionadas oficialmente sobre o assunto, mas não responderam aos pedidos de esclarecimento.
Outro ponto citado é o atraso recorrente na entrega de peças. A equipe afirma que componentes comprados dentro do prazo não foram fornecidos, chegando a comprometer a participação de um carro na etapa de Cuiabá, que precisou utilizar uma peça emprestada para continuar competindo.
As notificantes também acusam a Audace e a Vicar de descumprirem uma decisão judicial ao bloquear o acesso das equipes ao sistema 'Stock Manager', utilizado para solicitar peças de reposição. Segundo elas, a medida impediu a compra de componentes essenciais para os carros, apesar de uma liminar determinar que o acesso fosse mantido.
Além disso, o documento afirma que a equipe encontrou problemas de fabricação em peças fornecidas pela própria Audace Tech. De acordo com a notificação, alguns componentes chegaram com medidas incompatíveis e precisaram ser devolvidos ou adaptados. Para as equipes, isso compromete a confiabilidade do sistema técnico, já que peças fornecidas pela organizadora poderiam, posteriormente, servir de base para punições por supostas irregularidades.
Por fim, a Bandeiras atribui exclusivamente à Audace Tech e à Vicar a responsabilidade pelo rompimento do contrato e afirmam que continuarão buscando na Justiça indenizações por perdas financeiras, prejuízos esportivos, lucros cessantes e demais danos que entendem ter sofrido.
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