segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ENTREVISTA - KELLY JONES: UMA DAMA NOS BOXES



Galera, estava eu futucando meu acervo automobilístico e me deparei com uma pequena entrevista de uma revista especializada em corridas de carros. Sinceramente não lembro o nome da mesma, apenas, creio eu, que seja do ano de 1997 (edição).

E o que chamou minha atenção foi que a entrevista foi dada por uma mulher, isso mesmo, uma mulher. Se hoje em dia elas ainda são vistas com preconceito no meio do automobilismo, imagine isso 18 anos atrás. Apesar que as pessoas já aceitam mulheres no automobilismo, é só ver a equipe Sauber (que tem uma mulher como chefe de equipe). O entrevistador pergunta para ela se o fato de ela ser mulher já causou algum incomodo. Ela respondeu que as vezes as pessoas olhavam esquisito para ela (imagine os lances que já não pegou, hem), mas, com o tempo as pessoas acabavam acostumando e respeitando o seu tabalho.

Daí decidi trazer esse bate papo para nosso quadro: "Entrevista". As informações que aqui estarei disponibilizando são da época da entrevista, ok!

Kelly Jones, 29 anos, publicitária. Começou no automobilismo em 1987, com o jornalista Francisco Santos. Trabalhou com Rubens Barrichello, mas com a ida do Rubinho para a Europa ela se afastou do automobilismo por uns anos. Retornou em 1996 com o kartismo, onde chefia uma equipe de kart (Kart Performance). Ela sonha que seus pilotos cheguem na F-3000  ou na F-Cart.

Como foi o trabalho com o Rubinho?
Kelly - Quando o Dinho (irmão do Reginaldo Leme) me convidou para ajudá-lo, o patrocínio da Arisco estava meio balançado, porque o Binho (Rubinho) só aparecia nas páginas de esportes, mas os produtos são comprados por mulheres. Eu coloquei nas páginas de veículos femininos e programas como Hebe, Gugu, Mulheres em Desfile e Rádios AM. Deu certo!

O fato de você ser mulher, em um meio dominado por homens já lhe causou algum problema?
Kelly - Ás vezes, me olhavam meio esquisito, por que o circo do automobilismo é muito masculino. Mas com o tempo, mostrando um bom trabalho, qualquer um ganha respeito. Hoje em dia eu já tenho isso e ser mulher só me traz vantagem.

Como é chefiar equipe? 
Kelly - É difícil, tem uma série de detalhes que precisam ser vistos, como equipamento, o estado psicológico dos pilotos e as particularidades de cada corrida. Eu também corro atrás de patrocinadores e de retorno para eles.

Que tipo de retorno?
Kelly - Faço assessoria de imprensa para a equipe e tenho planejado algumas ações de marketing para divulgação das marcas, através dos veículos especializados na área.

A sua equipe já tem patrocínio?
Kelly - Tem a AG club, a MG Pneus e a Texaco.

Porque é tão difícil arrumar patrocínio para kart?
Kelly - As empresas não levam a sério o kartismo. Nas reuniões, sinto que os diretores pensam que tudo não passa de uma brincadeira. Em geral a verba vem porque tem alguém da família na empresa ou o pai é dono. Por isso dizem que a categoria é de gente rica. Sem contar que existe muita "política" entre os pilotos, as fábricas e o regulamento.
Daí ninguém precisa mesmo trabalhar para fazer aparecerem patrocínios.

Você já ganha dinheiro com o kartismo?
Kelly - Ainda não, faço outras coisas completamente diferentes: tenho buffet de comida intercontinental, sub-edito livros para a Editora Cultura e presto assessoria de marketing para pequenas empresas.


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IMAGEM DA SEMANA - FERRARI ANUNCIA REVELAÇÃO BRASILEIRA PARA ACADEMIA DE PILOTOS

A Ferrari anunciou nesta terça-feira (5) que o brasileiro Gianluca Petecof, de 15 anos, fará parte da academia de pilotos da escuderia italiana. Ele se juntará a um grupo que conta com o também brasileiro Enzo Fittipaldi, neto do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi.


Petecof se destacou no Mundial de Kart deste ano. O piloto de 15 anos terminou na sexta colocação, sendo o brasileiro mais bem posicionado.



Fonte de pesquisa e reprodução: uolesportes

POLÊMICA DA SEMANA - MARCHIONNE SE QUEIXA DE APRESENTAÇÃO DE PILOTOS NOS EUA

Uma das ações mais elogiadas entre as produzidas pela Fórmula 1 nesta temporada, a apresentação dos pilotos no Grande Prêmio dos Estados Unidos foi criticada por Sergio Marchionne, presidente da Ferrari. Nesta terça-feira (5), o dirigente alegou que o Liberty Media, proprietário da categoria, precisa “preservar” o esporte.


Na ocasião, os pilotos foram à pista do Circuito das Américas ao comando de Michael Buffer, consagrado apresentador de lutas de boxe e irmão de Bruce Buffer, annoucer das lutas do UFC. Os competidores foram chamados um a um, como acontece nas partidas da NBA.


“Eu acho que precisamos preservar (o esporte), precisamos modernizá-lo de uma maneira que os americanos achem relevante. “E essa é a parte complicada que eu acho ainda que Chase e eu precisamos conversar. Estamos caminhando por uma corda bamba sobre isso, porque se formos muito longe para tentar atrair, bom…”, disse Marchionne.


“A apresentação dos pilotos em Austin e a forma como organizamos o show não foi o que eu acho que um evento de Fórmula 1 deve ser. Mas fez parte de um exercício de testes e erros, e não acho que aquilo funcionou incrivelmente bem”, seguiu o dirigente da Ferrari.


“Eu acho que muitos dos europeus ficaram um pouco surpresos com o que aconteceu. Precisamos encontrar algo intermediário, que de alguma forma apaixone e realce o interesse do público em ambos os lados”, explicou o italiano, ressaltando porém que é necessário a Fórmula 1 ter relevância nos Estados Unidos.


“Eu acho que é justo dizer que Chase (Carey) e eu concordamos que precisamos de espaço nos Estados Unidos. Eu acho que há uma oportunidade se fizermos as coisas certas. Se fizermos isso, acho que isso irá beneficiar o esporte tremendamente”, seguiu.


“Mas precisamos ter cuidado para que esse desejo de nos tornar atraentes para o público americano não acabe com nosso DNA de esporte que tem algumas origens nobres”, completou.


Fonte de pesquisa e reprodução: racingonline


VÍDEOS INTERESSANTES, EDIÇÃO Nº 25 - FABRICAÇÃO DE UM F-1

GP COMPLETO

GP COMPLETO

GP MALÁSIA 2004

O nosso quadro GP Completo, edição nº 7 traz o GP da Malásia de 2004 (segunda prova da temporada), já que estamos em um final de semana de corrida de F-1 (GP Malásia) e não por acaso, que escolhi a Malásia para esta edição.Um grid cheio com bastante carros e pilotos, interessante dizer que em 2004 tínhamos três pilotos brasileiros : Barrichello (Ferrari), Cristiano da Matta (Toyota), Felipe Massa (Sauber).

CINEMA NO BLOG

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EM CARTAZ

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ECURRALADO

CARINHA DO BLOG (TRISTE)

CARINHA DO BLOG (TRISTE)

O número 13 parece não dá sorte mesmo, pois bem, foi o que aconteceu com o Oreca nº 13 da Rebellion Racing, pilotado por Nelsinho Piquet, Mathias Beche e David Heinemeier-Hansson, eles tinham conquistado o segundo lugar da classe LMP2 e o terceiro posto geral.


Mas a equipe teve que fazer um reparo no motor de arranque e por isso abriram um buraco no carro ao qual danificou uma das homologações, ferindo assim o regulamento. E daí a punição. lamentável!!!

DEDICATÓRIAS

DEDICATÓRIAS
Poster autografado (por Nelson Piquet) para o blogueiro Claudio Heliano

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Poster autografado (por Nigel Mansell) par ao blogueiro Claudio Heliano

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Autografada por Luiz Razia