terça-feira, 18 de agosto de 2015

POLÊMICA DA SEMANA - INDIGNADO COM SUSPENSÃO, CACÁ DIZ QUE PILOTOS NÃO TEM VOZ: " COAGIDO"


Cacá Bueno (Foto: Bruno Terena/Red Bull Content Pool)


Maior campeão em atividade da Stock Car, com cinco títulos, Cacá Bueno liderava a atual temporada quando foi suspenso da etapa de Curitiba, há duas semanas, como punição a um incidente ocorrido na prova de Ribeirão Preto, disputada em abril. O prejuízo foi grande, e o pentacampeão chega a Goiânia, palco da Corrida do Milhão, em quarto lugar do ranking - 28 pontos atrás do novo líder, Marcos Gomes. O sentimento de indignação pela medida adotada pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva do Automobilismo, após ação da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), persiste.

 Para o piloto da RBR Mattheis, o grave acidente ocorrido em Curitiba, envolvendo Thiago Camilo, Felipe Fraga e Rafa Matos, tem relação com o que ocorreu em Ribeirão Preto e também reflete a desorganização presente no atual cenário. Segundo Cacá, algumas medidas só são tomadas após a ocorrência de acidentes, quando o ideal seria adotar mudanças de forma preventiva. No entanto, segundo ele, os pilotos não possuem voz ativa e suas opiniões não são levadas em conta pela CBA e pelos gestores do automobilismo nacional. O pentacampeão acredita que é necessário alterar o regulamento das rodadas duplas, que obriga um piloto com problemas na primeira corrida a levar o carro para os boxes para poder largar na segunda bateria.



 - É sempre um perigo muito grande que pilotos continuem a correr a mais de 200km/h, sem saber que há carros lentos pela frente. Eu não estava presente em Curitiba justamente por me revoltar diante de uma situação dessas, quando me deixaram correr com mecânicos atravessando a pista e o resgate entrando. Isso mostra o quanto uma situação dessas é perigosa. É para ficar bravo, é para cobrar atitudes. Infelizmente, muitas vezes, só buscam alternativas depois que acidentes acontecem. A classe dos pilotos não é muito escutada nessas questões. Essa regra dos boxes causa um problema muito sério. Os pilotos são obrigados a colocar os outros em risco para defender sua pontuação no campeonato. É difícil mudar, mas acho que a regra precisa ser revista. Quando ela foi implementada, vários pilotos manifestaram essa preocupação - afirmou Cacá.


(Foto: Bruno Terena/Red Bull Content Pool)
Em Ribeirão Preto, Cacá fez um desabafo com a equipe pelo rádio e criticou a CBA por um erro da direção de prova, que não deu a bandeira quadriculada ao fim da corrida para os dois primeiros colocados (Cacá e Marcos Gomes), fazendo com que ambos continuassem a disputar a vitória sem saber que a corrida já tinha acabado, enquanto fiscais e mecânicos corriam risco de morte ao cruzar a pista. Desde então, o piloto travou uma longa disputa com a entidade no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva do Automobilismo. Além da suspensão por uma etapa, ele foi condenado a pagar uma multa no valor de R$ 50 mil. Sem esconder a decepção pelo ocorrido, o pentacampeão revela que se sente “coagido” pela CBA, por não poder se expressar livremente e por ser o único punido pelo episódio. A meta daqui para frente é recuperar o prejuízo e continuar a briga pelo título, mas o piloto admite que ainda se sente incomodado com a situação.

 - A briga pelo campeonato ainda existe, mas o prejuízo foi gigantesco, enorme. Eu não desisti, mas o que aconteceu influencia não apenas na pontuação, mas também a estratégia para o restante da temporada. O planejamento e a maneira de trabalhar, mudam completamente. Meu sentimento ainda é de indignação. Decisão do tribunal a gente é obrigado a acatar, mas não sou obrigado a aceitar. Continuo achando um absurdo que um desabafo pessoal tenha sido tomado como uma declaração pública. O que eu disse foi uma reação a uma situação absurda que me foi imposta, é uma defesa. Continuo com muita vontade de ganhar, mas talvez a minha alegria hoje não seja a mesma de antes. Mais do que frustrado, me sinto coagido pela Confederação. Porque não vi os responsáveis do fato serem punidos. O que eu vi foi uma punição a uma reação de indignação de um piloto, por ter sido exposto a um perigo enorme. O fato em si não foi punido. Fico triste e me acho um pouco intimidado pela situação, por não ter liberdade de expressão para me indignar com algo que me prejudicou - desabafou.

Fonte: www.globoesporte.com.br

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