quarta-feira, 7 de abril de 2010

ENTREVISTA COM BRUNO SENNA



Olá meus amados leitores (as)!
Para aqueles que admiram e curtem a arte da pilotagem, ou então, para aqueles que somente querem curtir uma corrida de automobilismo num final de semana, é muito bom estar informado sobre X piloto, que equipe está correndo, há quanto tempo está competindo, como começou, entre outras informações.


Quero dividir com você meu amigo (a) leitor minhas informações automobilisticas, então estou trazendo uma entrevista super especial com o sobrinho de Ayrton Senna, o Bruno Senna. Atualmente está na F-1, onde defende com bravura e determinação a equipe estreante, assim como ele, a Hispania. Será um ano de aprendizado e de paciência, onde nós torcedores brasileiros precisamos dar esse "tempinho" ao Bruno, antes de sairmos por aí cobrando bons desempenhos e até mesmo vitória (ímpossivel na atual equipe).


Essa entrevista foi realizada pela revista RACING Nº269, de Junho de 2009. Ano 13. Nesse ano (2009) Bruno estava competindo na Le Mans Series pela equipe ORECA. Confiram como foi.


RACING - Depois de quase 10 anos parado, você decidiu começar a competir profissionalmente no automobilismo. O que passava em sua cabeça?
BRUNO SENNA - Eu nunca deixei de gostar de automobilismo, de carro. Mas eu não tinha nenhuma autonomia para tentar ir atrás disso sem o apoio da minha família. Então, quando eu tinha 17 anos, minha mãe perguntou o que eu queria fazer da vida. Aí falei: "Ah, fez a pergunta errada" (risos). Depois disso, conversamos e ela ficou surpresa. Nem brava e nem irritada, apenas surpresa, já que eu não não falava desse assunto há um tempão. Ela achou que eu não gostava mais. Aliás, ela nunca disse que não queria que eu corresse, mas quem me levava pra fazenda para andar de kart era o Miltão, meu avô, e assim que teve o acidente do Ayrton ele não quis mais que eu corresse. Até hoje, está insastifeito por eu estar competindo. Ele sempre deixou bem claro que não gosta e acha que é um risco desnecessário.


RACING - Como foi sua primeira experiência na volta ao automobilismo?
BRUNO SENNA - Meu primeiro contato com um monoposto foi um treino privado de meio dia de F-Renault em Interlagos. Consegui andar bem logo de cara. nesse teste, deu para sentir que era isso que queria em minha vida. Depois, andei três dias com Augusto Cesário, de Fórmula 3, em Campo Grande. Com aquele F3 de 1994, com assoalho plano. tive um trabalhão com o carro, porque ele derrapava facilmente de traseira nas curvas.


RACING - Você andou de F3 depois de uma experiência de meio dia?
BRUNO SENNA - Sim, eu comecei a andar bem, e no segundo dia, já consegui tempos bem rápidos. Claro que eu era inconsistente, tinha volta boa e volta ruim. Na verdade, essa questão de F3 com pouca experiência anterior não foi um grande problema. Nunca tive dificuldade de andar rápido, seja com carro de rua, com qualquer coisa. Sempre consegui explorar o limite do bólido. O difícil era saber fazer tecnicamente aquilo, com constância.


RACING - Depois disso, resolveu competir na Fórmula BMW...
BRUNO SENNA - Isso. Quando vi que tinha uma oportunidade, fui para Europa andar de F-BMW e tive dificuldades no início, porque a temperatura é baixa e você precisa se acostumar com novas técnicas, uma nova língua etc. Eu tinha facilidade de andar rápido, mas faltava consistência. Ao todo, fiz 14 dias de treinos de Fórmula BMW antes da primeira corrida. Sete dias foram com chuva, porque na Inglaterra não tem jeito.


No molhado, eu sempre fui mais rápido que os outros pilotos, mas, no seco, eu ainda não estava muito bem. mas logo que eu comecei a andar no ritmo do pessoal que liderava, então decidimos que eu deveria fazer umas corridas antes de 2005. Fiz as três últimas etapas pela equipe Carlin. Meu engenheiro era o Anthony "Boyo" Hieatt, que criou a Double R Racing. A gente se deu muito bem em termos de comunicação. Ele conseguia interpretar o que eu dizia e eu confiava nele. Então foi uma boa experiência. Assim que ele falou que queria fazer uma equipe de F3 eu pensei "vou com eles".



Na verdade, para o primeiro ano, foi um erro. Seu tivesse um pouco mais de conhecimento, teria ficado na Carlin naquele ano, onde eu teria um companheiro mais experiente. Como corri ao lado de um piloto novato, era difícil. se o carro não estivesse bom, não sabíamos o que fazer. Foi um erro de trajeto, mas que no final das contas não atrapalhou. Depois disso, tiver alguns altos e baixos. No fim de 2005, eu já estava bem mais competitivo. Em 2006, eu era rápido, mas cometia alguns erros ainda. Cada ano foi um aprendizado diferente. sempre tinha algo a aprender e me focava naquilo. cada passo que eu dava, já buscava melhorar rapidamente no próximo. Então foi um caminho eficiente para eu conseguir crescer rapidamente.



RACING - Seu reconhecimento nas pistas foi demorado?
BRUNO SENNA - Os pilotos das categorias pelas quais eu passava já sentiam que eu podia ser uma ameaça e até eram duros comigo na pista. Mas sempre existiram as pessoas que acreditaram que eu estava onde estava apenas por causa do sobrenome. Isso é uma coisa, até hoje, que eu só posso provar ao contrário com os resultados.



RACING - Como é a sensação de andar em um carro de Fórmula 1?
BRUNO SENNA - É um absurdo. Mas a minha primeira experiência foi com um modelo com pouco dowforce e com pneus slicks. Então, o pulo da GP2 para o F1 foi mais em questão de potência, peso, freio. Enfim aderência em geral. Em termos dinâmicos, em um GP2 mil vezes melhor.


A grande dificuldade inicial foi aproveitar tudo o que o carro dispunha logo de cara. Eu mal lembrava quais eram todos os botões do volante. É um carro de corrida como qualquer outro, que sai de frente, de traseira, trava a roda quando freia, derrapa quando acelera. Mas, tudo isso, em um nível bem superior.



RACING - A GP2 tem um papel importante na formação do piloto?
BRUNO SENNA - Sim. Mesmo com a falta de treino, se você for inteligente, aprende muito. Sempre conversa com o pessoal sobre o motor, a eletrônica, então você aprende bastante a trabalhar rapidamente. Os pneus também são os mesmos da F1 (mesma marca, Bridgestone) e essa é a grande sacada da categoria. O estilo de pilotagem acaba sendo parecido. A utilização do freio também é meio semelhante.

RACING - Você vê a Le Mans Serie como uma real opção para o futuro?
BRUNO SENNA - Só bem pra o futuro, quando eu estiver mais velho (risos). Eu sinto que ainda não tenho maturidade para competir de endurance. Estou aprendendo muito com a ORECA, principalmente na parte técnica, mas me falta maturidade para participar de forma mais ativa, porque é um estilo diferente. Ainda tenho agressividade demais dentro de mim. É difícil, para mim, recuar nisso sem perder tempo. Nessa categoria é tudo como uma estratégia, economizando combustível, pneu. Isso tudo que vai te levar a terminar uma corrida com uma volta a mais ou a menos. Preciso aprender mais como piloto para sentir prazer em correr de endurence.



RACING - Você consegue definir seu estilo de pilotagem?
BRUNO SENNA - A freada é um ponto forte meu. Foi onde ganhei muito tempo no teste da DTM, com pneu velho ou novo. Eu tenho uma boa técnica de frenagem, com o pé esquerdo. Meus pontos fortes são, principalmente as freadas e as curvas de baixa, que é onde você consegue ganhar mais tempo. No meu teste de Fórmula 1 com a Honda no ano passado, nas curvas de alta eu era mais rápido que o Jenson Button, mas em algumas de baixa ele era mais rápido do que eu. Até a última chicane de Barcelona, nossa volta era praticamente a mesma, mas ali ele ganhava 0s2 em relação ao meu tempo. Ele conhecia mais o carro e sabia como contornar melhor as curvas mais técnicas.



RACING - Como estão as negociações para o ano que vem?
BRUNO SENNA - As chances de entrar na F1 em 2010 são boas. Acho que vai acontecer uma dança das cadeiras. Então, acredito que vai aparecer uma ou duas vagas dos pilotos atuais, além dos times novos. Estamos tendo boas conversas com as equipes que já estão lá e com as que ainda vão entrar.

RACING - Não ter assinado com a Mercedes pode impedir você de correr por equipes que têm motores da marca?
BRUNO SENNA - De forma alguma. Isso só meu abriu portas. Eu queria correr de DTM com eles, mas precisava ter um programa de F1 junto e eles não puderam assegurar isso. Eu faria algo para a DTM e seria um piloto Mercedes apenas nessa categoria, mas não na F1. Então, a percepção das outras sete equipes seria de que eu sou um piloto Mercedes e estaria fechado para os outros times. Assim, todas essas oportunidades seriam riscadas imediatamente. Por isso, decidimos que era melhor ficar livre. Em geral, de forma alguma isso atrapalhou o nosso relacionamento com a Mercedes e correr com eles ainda é uma opção.



RACING - Por fim, o que você gosta de fazer fora das pistas?
BRUNO SENNA - Gosto muito de música eletrônica, áudio hi-fi, de alta definição. Estou montando, em Londres, um sisteminha legal. Mas é um hobby bem caro, então vou bem devagar, comprando uma caixinha ali, outra aqui. Tenho bastante satisfação nessa área, é bom para descansar.


Um abraço!!!

2 comentários:

  1. Legal a entrevista, com alguns detalhes como freiar com o pé esquerdo.
    Barrichello ainda hoje freia com o pé direito, perdendo frações de segundo em relação a pilotos que freiam com o esquerdo. Característica dos pilotos de monopostos anteriores a 1994.
    Quem freia com o pé esquerdo pode manter o acelerador levemente pressionado enquanto freia, permitindo melhores retomadas após as curvas.
    Quanto a Bruno, deu o azar de entrar em uma equipe estreante e a F1 com regras que proibem treinos e o desenvolvimento contínuo dos carros. Mas entre isso e ficar fora mais um ano foi melhor entrar.
    Falta experiência, mas está no caminho.

    Faez.

    ResponderExcluir
  2. Olá Faez!

    Voc Faez sempre tocou nesse assunto do lance do Rubinho frear com o pé direito , diferentemente de outros corredores que freiam com o pé esquerdo. Schumacher é um deles. Seu comentário me lembrou uma passagem de Rubinho quando ingressou na Ferrari em seu primeiro ano lá (2000). Questionado por algum reporter (não lembro qual, ou será que foi alguma matéria... bom só sei que, a Ferrari teve que criar um novo desenho de pedais para Rubinho (isso explicaria na época seu fraco desempenho)pois o modelo que foi desenvolvido era igual o de Schumacher (seu companheiro de equipe), na qual freava com o pé esquerdo.
    Acrescentando seu comentário sobre o Bruno, o bom também é que ele pode ir adquirindo quilometragem dentro do circo, sem sofrer muitas cobranças por resultados, já que a sua equipe é muito fraquinha.
    Lembro bem que o Fernando Alonso iniciou na Minardi na temporada de 2000 e em 2005 foi campeão. O Bruno com certeza absoluta ocupará num futuro bem próximo um melhor lugar dentro da categoria.

    Obrigado meu amigo pela sua ótima participação!

    ATENCIOSAMENTE
    CLAUDIO HELIANO

    ResponderExcluir

Participe! Deixe aqui seu comentário. Obrigado!

TV MOTOR

TV MOTOR

ESPECIAL FAMÍLIA PIQUET - EPISÓDIO 3 - MOTORSPORT.COM BRASIL

PODERÁ GOSTAR TAMBÉM

IMAGEM DA SEMANA - PEDRO PIQUET VIBRA COM PRIMEIRA VITÓRIA NA GP3

IMAGEM DA SEMANA - PEDRO PIQUET VIBRA COM PRIMEIRA VITÓRIA NA GP3
Julho 2018

Pedro Piquet celebrou sua primeira vitória na GP3, obtida na segunda corrida da quarta etapa do campeonato, disputada no circuito de Silverstone no último domingo (8). O piloto liderou um pódio dominado pela equipe Trident após superar o francês Giuliano Alesi na largada e pontear todas as 15 voltas da corrida disputada no interior da Inglaterra. O resultado ainda colocou o brasileiro no top-5 do campeonato, objetivo traçado antes da rodada dupla.


Fonte de pesquisa e reprodução: racingonline


POLÊMICA DA SEMANA - PILOTO DA F-2 É SUSPENSO APÓS "DIA DE FÚRIA" EM SILVERSTONE

POLÊMICA DA SEMANA - PILOTO DA F-2 É SUSPENSO APÓS "DIA DE FÚRIA" EM SILVERSTONE
Julho 2018

Santino Ferrucci, piloto protegido da Haas, recebe gancho de quatro provas após bater no parceiro de equipe e guiar pelo paddock segurando um celular


Piloto júnior da Haas na F1, Santino Ferrucci recebeu quatro corridas de suspensão da F2 após colidir com seu companheiro de equipe Arjun Maini ao fim da etapa de domingo, em Silverstone.


Ferrucci bateu na traseira de seu colega de Trident na volta de retorno aos boxes após a bandeirada.


Pelo incidente, ele recebeu uma multa de 60 mil euros e foi banido das próximas duas rodadas, em Hungaroring e Spa.


Além disso, o americano foi visto guiando sem uma luva entre os paddocks da F2 e F1, o que não é permitido. Nesta mão, ele foi visto segurando um telefone, e, por essas duas infrações, ele recebeu uma multa de 6 mil euros.


Ferrucci também foi visto forçando Maini, que também é protegido da Haas, para fora da pista na curva 4 na prova de domingo, sendo desclassificado da corrida.


A dupla também havia batido na corrida de sábado, sendo que Ferrucci recebeu uma punição por ter forçado Maini para fora da pista.


Gunther Steiner, chefe da equipe Haas na F1, confirmou que investigaria o incidente envolvendo seu pupilo.


“Estou ciente do incidente. Eu o vi na TV quando a corrida estava sendo mostrada. Não percebi, não ouvi o áudio, mas eu estava ciente de que havia problemas”, comentou.


“Eu disse que não vou lidar com isso hoje. Vou lidar durante a semana, então terei mais informações. Estou ciente de que algo aconteceu, mas, no momento, não tenho informações suficientes para comentar.


” Em sua conta no Twitter, a equipe Trident expressou apoio a Maini, acusando Ferrucci de “falta de espírito esportivo e, acima de tudo, com um comportamento não civilizado” por parte do piloto e de seu pai. Além disso, o time também disse que seus advogados lidarão com as implicações contratuais do ocorrido.


Fonte de pesquisa e reprodução: motorsport.com


GP COMPLETO

GP COMPLETO

VÍDEOS INTERESSANTES, EDIÇÃO Nº 26 - ENTREVISTA COM FELIPE MASSA, NA "MURETA COM RUBITO"

GP INGLATERRA 2005

CINEMA NO BLOG

CINEMA NO BLOG

EM CARTAZ

EM CARTAZ

SALVEM-SE QUEM PUDER - RALLY DA JUVENTUDE

BLOG NA TV - APAIXONADO POR F-1

BLOG NA TV - APAIXONADO POR F-1
GP Road America, F-Indy 2018

PROMOÇÕES/ CONCURSOS/ DINÂMICAS

SÉRGIO JIMENEZ - PILOTO STOCK CAR, VAI SORTEAR UM PAR DE ÓCULOS PARA OS FÃS QUE O ESCOLHEREM NO HER

SÉRGIO JIMENEZ - PILOTO STOCK CAR, VAI SORTEAR UM PAR DE ÓCULOS PARA OS FÃS QUE O ESCOLHEREM NO HER
Clique na imagem e saiba como participar.

MUNDIAL PILOTOS F1 2018

MUNDIAL  PILOTOS F1 2018

CLASSIFICAÇÃO APÓS GP INGLATERRA


1º Vettel, 171






2º Hamilton, 163





3º Raikkonen, 116



4º Ricciardo, 106



5º Bottas, 104
6º Verstappen, 104





7º Hulkenberg, 42





8ºAlonso, 40



9° Magnussen, 39



10º Sainz, 28



11º Ocon, 25





12º Perez, 24





13° Gasly, 18





14º Leclerc, 13





15º Grosjean, 12




16º Vandoorne, 8






17º Stroll, 4







18º Ericsson, 3





19º Brendon, 1



20º Sirotkin, 0






MUNDIAL CONSTRUTORES F1 2018

MUNDIAL CONSTRUTORES F1 2018
Classificação após GP Inglaterra



1º Ferrari: 287 pontos





2º Mercedes: 267





3º Red Bull- Tag Heuer: 199

















4º Renault: 70




5º Hass-Ferrari: 51





6º Force India-Mercedes: 49







7º McLaren-Renault : 48













8º Scuderia Toro Rosso-Honda: 19




9º Sauber-Ferrari: 16











10° Williams-Mercedes: 4