sábado, 5 de setembro de 2009

ENTREVISTA COM GALVÃO BUENO (PARTE 1)

Olá nação apaixonada por velocidade !

Estive à vasculhar meus arquivos e por acaso encontrei uma entrevista super bacana com o narrador esportivo da Rede Globo, Carlos Eduardo Santos Galvão Bueno. Entrevista essa concedida a Revista Racing em 1997. Como a entrevista é extensa, esta será a primeira parte. Boa leitura & um òtimo Natal!!!


RACING - Futebol ou automobilismo?


Galvão - (maroto) Basquete! Afinal, eu jogava...A sério, são tansmissões completamente diferentes. Futebol é muito mais simples. É driblou, passou, tomou, porrada, goleiro defendeu, foi gol ou não foi. O truque é trabalhar com a imagem e não querer ser mais importante que ela senão cai no ridículo. F1 é muito mais difícil. Se você ficar 70 voltas narrando as posições, com 20 voltas nêgo desliga aquela porra porque não há quem tenha saco. Aí, o que vale são todos os anos que você tem, a amizade com pilotos, projetistas, chefes de equipe e o garimpo de informações na sexta e no sábado. Tem que operar o monitor, ficar de olho em um monte de recursos para informar quem está melhorando, quem está se lascando, para o telespectador não perder nenhum momento. Sempre que acabo qualquer transmissão, reflito: "Pôxa, ficou uma merda!" Ou "Pôxa, ficou ótima!"
RACING - Senna ou Péle?

Galvão - Iiiichi, você quer me ferrar... Os dois foram o máximo ,os dois maiores orgulhos esportivos do Brasil. Não vou ver outro Péle nem outro Senna.

RACING - Você disse que daria dois anos de aprendizado no automobilismo a seu filho Cacá Bueno. Se não aprendesse, "iria criar galinhas". Dois anos depois, aos 21 anos, ele barbariza na Omega Stock car Classe B. Vai para a granja ou não vai?

Galvão - Vai criar galinha daqui a uns 20 anos, 25, quando acabar a carreira que eu acho que vai ser brilhante. Eu devia ao Cacá uma condição de andar um dia numa categoria boa, numa equipe de ponta. Ele andou bem de kart, uma turma forte com o Luciano Burti, Gastão Fráguas, Zaqueu Morioka, Marcelo Battistuzzi, só fera. Mas era tudo na base do "paitrocínio" , ou "mãetrocínio", que Lúcia, minha mulher, dava força ainda maior. Depois, de Uno, ele andou com a Alpi, do Marcos Penna, que foi um cara sensacional, mas ainda faltava. Na Stock, com apoio da Brahama, finalmente teve o Washinton Bezerra e o Ánesio Hernandez por trás e acho que mostrou serviço.

RACING - E o Popó Bueno, o mais novo? Este tem cara de alucinado...

Galvão - O Popó tem 18 anos, é uma incógnita. Ele fez um ano de kart no Rio, 10 provas, nove primeiros e um segundo. Depois, tanto ele quanto Cacá bateram um recorde: conseguiram ser reprovados na escola praticamente em todas as máterias. tirei os dois da pista de castigo. O Popó curtia mesmo é praia, Flamengo, estas coisas. Se empolgou e dei força para correr de Uno. O resultado é que na primeira etapa largou prá lá de vigésimo e na última foi o pole. Só melhorou.

RACING - E com vais ser conciliar o Galvão da Globo com o Galvão pai de piloto, levando pastinha debaixo do braço para vender patrocínio?

Galvão - É aquela história: não tem raça pior que mãe de miss e pai de piloto. Eu n ão encho o saco deles...

RACING - Mas, na Stock , te vi berrando um monte de palavrões...

Galvão - Claro! O Cacá resolveu ultrapassar o Paulão Gomes por fora na Curva 1, devia estar maluco! Xinguei mesmo. Mas no final ele venceu na categoria e eu fiz a festa. Mas não vou sair de pastinha, que não dá. Tratei de profissionalizá-los ao máximo. O Cacá quer prosseguir nas categorias Turismo, então quem vai cuidar dele é o Geraldo Rodrigues, da Reunion. O Popó quer monopostoss, assinei um contrato com o José Carlos Brunoro.

RACING - Voltando à F 1, há quem afirme que o Schumacher já atingiu um estágio mais coompleto do que Ayrton Senna. Se ele estivesse vivo, como seria esta briga?

Galvão - Só alguém embriaguado, no maior porre, pode ter dito isso. O Schumacher é um grande piloto, mas lamentavelmente não houve um confronto com o Senna. Aquele, de 94, teria sido fantástico. Ainda mais que Ayrton saiu com duas corridas de desvantagem e o Williams não estava na melhor fase. O Schumacher é um grande piloto, como foram o Emerson, o Piquet, o Prost, o Lauda, mas o Ayrton foi o melhor deles todos. É uma questão de opinião. A maioria está comigo.

RACING - O Pedro Paulo Diniz está em franca evolução. E o Rubinho Barrichello, está dando marcha à ré?

Galvão - O Pedro Paulo evolouiu demais e o Rubinho é um belo piloto. Ele criou uma grande expectativa dentro da Jordan, desgastou-se na equipe e enfrenta o mais difícil, que é recomeçar tudo. Mas está no lugar certo. O Paul Stewart tem a competência de dirigente que não como piloto e o Jackie é uma águia, está passando muita coisa para ele. Não tenho dúvida que vai evoluir junto com a equipe. O Pedro Paulo, hoje é confiante e consistente.

RACING - Sobre seu amigo Pelé. Ele é Ministro do Futebol? Nunca vi uma manifestação dele em relação ao automobilismo, e nós sabemos que lá fora do Brasil é sinônimo de bola e velocidade.

Galvão - Ele se preucupa com o futebol com justiça, porque é o carro-chefe, é onde estão os maiores problemas e é onde estão os maiores problemas e é, definitivamente, a paixão nacional. tem muito cara pilantra no meio, precisávamos mesmo de uma correção de rota. O que temos que fazerprocurá-lo buscando apoio para o automobilismo que é um esporte diferente, que precisa de investimentos, um monte de particularidades ausentes no futebol. Eu tenho ideia de conversar com ele para estudar uma solução para nossos pilotos no exterior. Nesta temporada foram quase 70 e não é justo que o envio de verbas para lá se transforme numa "lavagem de dinheiro". Temos que encontrar uma lei que facilite este envio, que irá financiar a carreira de um piloto. Ele vais ter que se se preocupar com isso mais tarde ou mais tarde. Não é a mesma coisa que fazer uma compra ou importar um bem. É fazer o nome do nosso país através da performance e do sucesso de um de seus cidadãos.

Continua...

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Campeão da Stock Car e duas vezes vice da F1 deixou o hospital depois de ter sofrido princípio de AVC no fim de janeiro


Rubens Barrichello deixou o hospital depois de ter sofrido um problema de saúde na última semana e se deparou com uma surpresa de seus filhos ao chegar em casa.


O piloto, duas vezes vice-campeão da F1 e dono do título de 2014 da Stock Car, foi internado no dia 27 de janeiro depois de sentir dores de cabeça em casa.


Fontes ouvidas pelo Motorsport.com Brasil contaram que Barrichello teve um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e chegou a passar pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva).



Rubinho recebeu alta na última quarta-feira (7) e teve uma mensagem de boas-vindas da família em casa.


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Fonte de pesquisa e reprodução: motorsport.com


POLÊMICA DA SEMANA - PROVAS PIRATAS PREOCUPAM PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PARANANENSE DE AUTOMOBILISMO

Presidente da FPrA publica resolução para esclarecer as necessidades legais para a realização de um evento


As provas piratas são motivos de preocupação para Rubens Gatti, presidente da Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA). Provas piratas são competições realizadas sem autorização da entidade, portanto, sem normas técnicas. Tais regras têm a finalidade de garantir as normas desportivas, técnicas e de segurança ao público e a terceiros.


No ano passado, provas não oficiais trouxeram grandes transtornos à FPrA. Pilotos que participaram de competições piratas e que tiveram algum tipo de descontentamento fizeram reclamações direto à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), gerando uma situação delicada entre as duas entidades, e obrigando a FPrA a fazer esclarecimentos à CBA.


Gatti explica que um alvará só é expedido pela FPrA quando o promotor do evento cumpre com todos os encargos exigidos. Ele deve ser solicitado 30 dias antes da data prevista para o evento. Os técnicos da entidade estabelecem as condições de segurança, sempre buscando preservar a integridade física de participantes, do público e de terceiros. Estas exigências vão desde o equipamento do participantes a normas de evacuação do local caso venha a ocorrer algum imprevisto.


“Em um evento automobilístico, há diversos itens que começam a ser analisados muito tempo antes da data prevista: condições da praça esportiva, capacidade de público, como as pessoas vão chegar ao local e retornar a seus lares... Em caso de um acidente, quais condições e como será feito o atendimento, quantos profissionais estarão à disposição, quais as condições dos equipamentos? Em caso atendimento médico mais aprimorado, como será feito este atendimento e de que forma a ambulância deixará o local? Para os participantes, as análises vão das normais desportivas (regulamentos) às condições do equipamento, se as condições da prova desportiva oferecem a segurança necessária”, acentua Gatti.


Fonte de pesquisa e reprodução: CBA

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Atual campeão da World Series Pietro Fittipaldi,18 anos, neto do bicampeão F-1 e Campeão F-Indy, Emerson Fittipaldi, testou pela primeira vez nas ruas de Marrakesh, no Marrocos, com o carro da Formula E da equipe Panasonic Jaguar Racing. A etapa de Marrakesh contou como a terceira prova da temporada 2017/2018. Pietro ao final dos testes obteve a 2ª colocação.





"O treino foi muito bom, terminando em segundo lugar e podendo ajudar a equipe Panasonic Jaguar Racing a trabalhar no ajuste do carro ao longo do dia. O Nelsinho Piquet (titular do carro) é um grande amigo e me ajudou a melhorar a cada saída e fiquei bastante contente com o resultado, aproveitando bem esta ótima oportunidade. A equipe ficou feliz comigo e com o Paul (di Resta, que também esteve testando com o time) e tivemos um dia bem produtivo”, diz Fittipaldi, que deu 60 voltas no teste.