quarta-feira, 5 de agosto de 2009

VOCÊ ESTÁ DEMITIDO

Olá turminha da velocidade!


Nesta segunda-feira (03/08/09) Nelsinho Piquet que pilotava para a Equipe Renault e dividia as atenções com seu companheiro, Fernando Alonso foi demitido.Desde 2008 que eu cantava essa bola neste Blog e infelizmente aconteceu. Confiram o comunicado que Nelsinho publicou em seu Twitter.


Recebi um comunicado da equipe Renault F1 referente a descontinuidade do meu trabalho como piloto oficial na atual temporada de F1. Não quero deixar de agradecer àquele pequeno grupo que me deu apoio e trabalhou diretamente comigo na Renault F1, mas, obviamente, fiquei bastante desapontado ao receber esta notícia. No entanto, sinto também uma sensação de alívio por ter chegado o fim do pior período da minha história profissional. Poderei, agora, recomeçar o desafio de colocar minha carreira de volta no caminho certo, e recuperar a minha reputação de piloto rápido e vencedor. Eu sempre soube trabalhar em equipe e existem dezenas de pessoas com quem trabalhei em minha carreira e que podem atestar meu caráter e talento, exceto, infelizmente, a pessoa que teve mais influência sobre a minha carreira na Fórmula 1.

Comecei a correr com oito anos de idade e quebrei recordes atrás de recordes. Ganhei todos os campeonatos de kart em que competi. Fui campeão da Fórmula 3 Sul-Americana, ganhando 14 corridas e conquistando 17 pole positions. Em 2003 fui para a Inglaterra com a minha própria equipe, para competir no campeonato Britânico de F3. Lá também conquistei o título, vencendo 12 corridas, conquistando 13 pole positions e terminando o ano como o mais jovem campeão na história daquela categoria. Competi na GP2 em 2005 e 2006, vencendo 5 corridas e conquistando 6 pole positions. Fiz uma ótima temporada no meu segundo ano, perdendo o campeonato para o Lewis Hamilton, devido a erros técnicos da nossa equipe, que considero também meus, incluindo uma pane seca durante uma etapa. Eu estabeleci um recorde na GP2 sendo o primeiro piloto a ter um fim de semana perfeito, conseguindo o máximo de pontos possíveis na Hungria em 2006. Nenhum outro piloto havia conseguido tal coisa até junho de 2009, quando Nico Hulkenberg repetiu o feito em Nurburgring.

O caminho para a F1 sempre foi complicado, e meu pai e eu, por isso, assinamos um contrato de management com o Flavio Briatore. Acreditávamos que seria uma excelente opção, pois ele possuía todos os contatos e as técnicas de negociação necessárias. Infelizmente, foi aí que o período negro da minha carreira começou. Passei um ano como piloto de testes, mas com poucos treinos. No ano seguinte iniciei como piloto oficial da Renault F1. Após a abertura da temporada, algumas situações estranhas começaram a acontecer. Como um novato na F1, eu esperava de minha equipe muito apoio e preparação para me ajudar a alcançar nossos objetivos. Em vez disso, eu era apenas tido como "aquele que pilotava o outro carro", sem atenção nenhuma. Para piorar, em inúmeras ocasiões, quinze minutos antes da classificação e das corridas, o meu manager e chefe de equipe me ameaçava, dizendo que se eu não conseguisse um bom resultado, ele já tinha outro piloto pronto para colocar no meu lugar. Eu nunca precisei de ameaças para obter resultados. Em 2008 eu conquistei 19 pontos e terminei no pódio uma vez em segundo lugar, fazendo a melhor temporada de estréia de um Brasileiro na F1.
Para a temporada 2009, Flávio Briatore, atuando novamente na função de meu manager e também de chefe de equipe da Renault F1, me prometeu que tudo seria diferente, que eu teria a atenção que merecia mas nunca havia recebido, e que teria pelo menos "igualdade de condições" dentro da equipe. Ele me fez assinar um contrato baseado em desempenho, exigindo que eu obtivesse 40% dos pontos de Fernando Alonso até a metade da temporada. Mesmo sendo companheiro de equipe de Fernando, bicampeão mundial e realmente um excelente piloto, eu estava confiante de que, se eu tivesse as mesmas condições, alcançaria facilmente os 40% dos pontos exigidos pelo contrato. Infelizmente, as promessas não se transformaram em realidade novamente. Com o carro novo eu completei 2.002 km de testes, contra os 3.839 quilômetros de Fernando. Apenas três dos meus dias de teste foram com pista seca e bom tempo, apenas um dos testes do Fernando foi em pista molhada. Eu testava sempre com o carro pesado, pneus duros, principalmente no primeiro dia (quando a pista é lenta ou a confiabilidade pequena), ou então com o tempo ruim. Fernando testava um carro leve, pneus moles, pista seca e em boas condições. Eu nunca tive a chance de estar preparado para classificar no sistema que utilizamos. Na Fórmula 1 de hoje, a diferença entre o 1º e 15º é, muitas vezes, menos de um segundo. Isso significa que 0.2 ou 0.3s pode fazer você ganhar oito posições. Além disso, devido à proibição de testes durante o campeonato, o desenvolvimento do carro hoje acontece de corrida a corrida. Das nove primeiras corridas que eu fiz este ano, em quatro delas o Fernando teve um upgrade significativo no carro, e eu não. Eu fui informado pelos engenheiros da Renault que, nessas corridas eu tive um carro que estava entre 0.5 e 0.8s por volta mais lento do que o do meu companheiro. Se olharmos para a prova da Alemanha (onde eu classifiquei na frente do meu companheiro de equipe apesar de tudo isso), caso eu tivesse a citada vantagem na classificação eu teria sido quinto e não décimo. Se tivéssemos essa diferença a nosso favor na corrida, eu teria terminado na frente do meu companheiro, o que fiz em Silverstone, apesar de ele ter podido contar com as atualizações que eu não tinha.

Acredito plenamente, no meu talento e no meu desempenho. Não consegui chegar até aqui obtendo maus resultados. Quem conhece a minha história sabe que os resultados que estou tendo na F1 não correspondem ao meu currículo e minha habilidade. As condições que tive de enfrentar durante os últimos dois anos têm sido no mínimo atípicas, existindo alguns incidentes que mal posso acreditar que me ocorreram. Se eu agora preciso dar explicações, estou certo de que é por causa da situação injusta e desfavorável que tenho vivido nos últimos dois anos. Eu sempre acreditei que ter um manager seria fazer parte de uma equipe e que teria nele um parceiro. Um manager deve encorajar, apoiar e fornecer oportunidades. No meu caso aconteceu o contrário, Flávio Briatore foi o meu carrasco.

Estar sob pressão não é novidade para mim. Devido ao meu nome, recebi muitas críticas ao longo da minha carreira e tive também várias expectativas criadas a meu respeito. Na maioria das vezes eu fui além delas. Nunca antes senti a necessidade de me defender ou de responder a boatos e críticas. Eu sabia a verdade e só pensava em me concentrar na corrida. Eu nunca deixei que essas coisas me afetassem. Felizmente, eu agora posso dizer àquelas pessoas que me apoiaram durante a minha carreira que ela está voltando à direção certa e eu já estou considerando as opções para recomeçar a minha trajetória na F1 de uma forma justa e muito positiva.

2 comentários:

  1. Claudiof1,faltou paciencia com o piloto brasileiro,queriam resultados imediatos,devido o nome Nelson Piquet,faltou carro e mais seriedade com o piloto.

    ResponderExcluir
  2. Pois é o Briatore não é um pessoa das masi faceis.Ele já aprontou com Roberto Pupo Moreno quando corria de Benetton na década de 90 e o baixinho ficou muito puto da vida,também praticamente expulsou Nelson Piquet (pai) da também Benetton no final da temporada de 91.
    O Flávio quer sempre uma maneira de explorar muitos dólares/euros em qualquer situação.
    O resultados do Piquet realmente deixaram muito a desejar nesses quase dois anos de Renault.Mas também suas declarações foram bastantes polêmicas, como mostra na máteria"você está demitido".
    Valeu demais!
    Atenciosamente
    Claudio Heliano

    ResponderExcluir

Participe! Deixe aqui seu comentário. Obrigado!

TV MOTOR

TV MOTOR

ESPECIAL FAMÍLIA PIQUET - EPISÓDIO 3 - MOTORSPORT.COM BRASIL

PODERÁ GOSTAR TAMBÉM

IMAGEM DA SEMANA - PEDRO PIQUET VIBRA COM PRIMEIRA VITÓRIA NA GP3

IMAGEM DA SEMANA - PEDRO PIQUET VIBRA COM PRIMEIRA VITÓRIA NA GP3
Julho 2018

Pedro Piquet celebrou sua primeira vitória na GP3, obtida na segunda corrida da quarta etapa do campeonato, disputada no circuito de Silverstone no último domingo (8). O piloto liderou um pódio dominado pela equipe Trident após superar o francês Giuliano Alesi na largada e pontear todas as 15 voltas da corrida disputada no interior da Inglaterra. O resultado ainda colocou o brasileiro no top-5 do campeonato, objetivo traçado antes da rodada dupla.


Fonte de pesquisa e reprodução: racingonline


POLÊMICA DA SEMANA - PILOTO DA F-2 É SUSPENSO APÓS "DIA DE FÚRIA" EM SILVERSTONE

POLÊMICA DA SEMANA - PILOTO DA F-2 É SUSPENSO APÓS "DIA DE FÚRIA" EM SILVERSTONE
Julho 2018

Santino Ferrucci, piloto protegido da Haas, recebe gancho de quatro provas após bater no parceiro de equipe e guiar pelo paddock segurando um celular


Piloto júnior da Haas na F1, Santino Ferrucci recebeu quatro corridas de suspensão da F2 após colidir com seu companheiro de equipe Arjun Maini ao fim da etapa de domingo, em Silverstone.


Ferrucci bateu na traseira de seu colega de Trident na volta de retorno aos boxes após a bandeirada.


Pelo incidente, ele recebeu uma multa de 60 mil euros e foi banido das próximas duas rodadas, em Hungaroring e Spa.


Além disso, o americano foi visto guiando sem uma luva entre os paddocks da F2 e F1, o que não é permitido. Nesta mão, ele foi visto segurando um telefone, e, por essas duas infrações, ele recebeu uma multa de 6 mil euros.


Ferrucci também foi visto forçando Maini, que também é protegido da Haas, para fora da pista na curva 4 na prova de domingo, sendo desclassificado da corrida.


A dupla também havia batido na corrida de sábado, sendo que Ferrucci recebeu uma punição por ter forçado Maini para fora da pista.


Gunther Steiner, chefe da equipe Haas na F1, confirmou que investigaria o incidente envolvendo seu pupilo.


“Estou ciente do incidente. Eu o vi na TV quando a corrida estava sendo mostrada. Não percebi, não ouvi o áudio, mas eu estava ciente de que havia problemas”, comentou.


“Eu disse que não vou lidar com isso hoje. Vou lidar durante a semana, então terei mais informações. Estou ciente de que algo aconteceu, mas, no momento, não tenho informações suficientes para comentar.


” Em sua conta no Twitter, a equipe Trident expressou apoio a Maini, acusando Ferrucci de “falta de espírito esportivo e, acima de tudo, com um comportamento não civilizado” por parte do piloto e de seu pai. Além disso, o time também disse que seus advogados lidarão com as implicações contratuais do ocorrido.


Fonte de pesquisa e reprodução: motorsport.com


GP COMPLETO

GP COMPLETO

VÍDEOS INTERESSANTES, EDIÇÃO Nº 26 - ENTREVISTA COM FELIPE MASSA, NA "MURETA COM RUBITO"

GP INGLATERRA 2005

CINEMA NO BLOG

CINEMA NO BLOG

EM CARTAZ

EM CARTAZ

SALVEM-SE QUEM PUDER - RALLY DA JUVENTUDE

BLOG NA TV - APAIXONADO POR F-1

BLOG NA TV - APAIXONADO POR F-1
GP Road America, F-Indy 2018

PROMOÇÕES/ CONCURSOS/ DINÂMICAS

SÉRGIO JIMENEZ - PILOTO STOCK CAR, VAI SORTEAR UM PAR DE ÓCULOS PARA OS FÃS QUE O ESCOLHEREM NO HER

SÉRGIO JIMENEZ - PILOTO STOCK CAR, VAI SORTEAR UM PAR DE ÓCULOS PARA OS FÃS QUE O ESCOLHEREM NO HER
Clique na imagem e saiba como participar.

MUNDIAL PILOTOS F1 2018

MUNDIAL  PILOTOS F1 2018

CLASSIFICAÇÃO APÓS GP INGLATERRA


1º Vettel, 171






2º Hamilton, 163





3º Raikkonen, 116



4º Ricciardo, 106



5º Bottas, 104
6º Verstappen, 104





7º Hulkenberg, 42





8ºAlonso, 40



9° Magnussen, 39



10º Sainz, 28



11º Ocon, 25





12º Perez, 24





13° Gasly, 18





14º Leclerc, 13





15º Grosjean, 12




16º Vandoorne, 8






17º Stroll, 4







18º Ericsson, 3





19º Brendon, 1



20º Sirotkin, 0






MUNDIAL CONSTRUTORES F1 2018

MUNDIAL CONSTRUTORES F1 2018
Classificação após GP Inglaterra



1º Ferrari: 287 pontos





2º Mercedes: 267





3º Red Bull- Tag Heuer: 199

















4º Renault: 70




5º Hass-Ferrari: 51





6º Force India-Mercedes: 49







7º McLaren-Renault : 48













8º Scuderia Toro Rosso-Honda: 19




9º Sauber-Ferrari: 16











10° Williams-Mercedes: 4